ARCU-SUL
           Sistema de Acreditação de Cursos Universitários



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O que é?



ARCU-SUL é o nome de um sistema que visa o estabelecimento e a segurança de critérios regionais de qualidade de cursos de graduação para a melhoria permanente da formação em nível superior, necessária para a promoção do desenvolvimento educacional, econômico, social, político e cultural dos países membros do MERCOSUL e associados. A implantação do Sistema ARCU-SUL contribui para o desenvolvimento das capacidades institucionais de cada país em avaliar a educação superior de qualidade no nível da graduação e permite trabalhar de forma recíproca a aferição da qualidade dos cursos ofertados nos países da região.


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Como nasceu?



A Secretaria de Educação Superior – SESu do Ministério da Educação, membro da Comissão Regional Coordenadora da Educação Superior - CRC-ES e representante do Brasil no Setor Educacional do Mercosul – SEM, em conjunto com a Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior – CONAES, membro da Rede de Agências Nacionais de Acreditação - RANA, considerando a Decisão Nº 17/08 do Conselho Mercado Comum (CMC), que aprova o Sistema de Acreditação de Cursos Universitários – ARCU-SUL, encaminhado ao CMC pela Reunião de Ministros da Educação (RME) do Setor Educacional do Mercosul - SEM e a Portaria do Ministério da Educação Nº 1004, de 13 de agosto de 2008, abriu um CONVITE para candidaturas de cursos de caráter universitário para o primeiro ciclo de acreditação de cursos de graduação de Engenharia (nas modalidades Civil, Industrial, Produção, Mecânica, Elétrica, Eletrônica e Química e suas combinações nessas modalidades).


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Qual o objetivo geral?



Objetivo Geral é avaliar de forma permanente a qualidade da educação superior no nível da graduação nos países membros do MERCOSUL e associados e o consequente avanço no processo de integração regional com vistas ao desenvolvimento educacional, econômico, social, político e cultural dos países da região.


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Quais os bjetivos específicos?



(a) Garantir a qualidade dos cursos de graduação acreditados, conforme os critérios estabelecidos de comum acordo;

(b) facilitar a movimentação de estudantes e professores entre as instituições acreditadas durante a vigência da acreditação;

(c) agilizar os processos de reconhecimento de títulos ou diplomas universitários, desde que pactuados entre as instituições de ensino que aderirem ao processo;

(d) facilitar o intercâmbio científico e cultural que favoreça o conhecimento recíproco e a cooperação solidária entre as respectivas comunidades acadêmicas dos países;

(e) elaborar critérios comuns de qualidade no âmbito do MERCOSUL;

(f) favorecer os processos de formação em termos de qualidade acadêmica e o desenvolvimento da cultura da avaliação como fator propulsor da qualidade da educação superior na região;

(g) usar e fortalecer competências técnicas das Agências Nacionais de Acreditação por meio da avaliação da qualidade dos sistemas de educação superior dos Estados Membros do MERCOSUL e associados.


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O que o curso terá, ao final do processo?



Um certificado de qualidade.


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Onde são acordados e ajustados os procedimentos e critérios de certificação?



Os procedimentos e critérios aprovados pelo Setor Educacional do MERCOSUL são acordados e ajustados por consenso entre os membros da Rede de Agências Nacionais de Acreditação – RANA onde estão representados todos os países integrantes do MERCOSUL e associados.


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O que se faz, na prática, para se obter o certificado?



A certificação tem por base uma autoavaliação. Ela inicia por uma coleta de dados. Após, é confeccionado um relatório sob a forma de um formulário e, por fim, há uma visita de avaliadores para verificação da autoavaliação.


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Quais os tópicos de importância na Autoavaliação?


Eles estão divididos em quatro 'dimensões', descritas detalhadamente a seguir:



        DIMENSÃO 1

    1.1. Características do curso e sua inserção institucional
  • *Ambiente universitário
  • *Compatibilidade entre o marco institucional e o do curso
  • *Gestão participativa
  • *Desdobramento das políticas institucionais

    1.2. Organização, governo, gestão e administração do curso
  • *Consistência da estrutura organizacional (forma como é definida e operacionalizada)
  • *Sistemas de informação
  • *Coerência entre o previsto nos regulamentos e normas e a prática institucional.

    1.3. Sistema de avaliação do processo de gestão
  • *Sistemas integrados de gestão e de informação
  • *Avaliação como subsídio para a tomada de decisão

    1.4. Políticas e programas de bem estar institucional
  • *Incentivo financeiro aos alunos.
  • *Instâncias de orientação e suporte aos alunos.
  • *Atenção ao bem estar e ao desenvolvimento pessoal da comunidade universitária

 

 
       DIMENSÃO 2


    2.1. Objetivo, Perfil e Projeto Pedagógico do Curso- PPC
  • *Objetivos do curso
  • *Coerência entre o perfil do egresso e o PPC
  • *Caracterização do curso de Engenharia
  • *Projeto Pedagógico do Curso e os Conteúdos Curriculares
  • *Atividades integradoras
  • *Atualização curricular
  • *Aulas teóricas, práticas e de laboratório

    2.2. Processos de ensino e de aprendizagem
  • *Metodologias utilizadas
  • *Coerência da avaliação com os objetivos da aprendizagem
  • *Sistemas de nivelamento
  • *Atividades para desenvolver capacidades específicas
  • *Atenção extra-classe
  • *Uso das ferramentas de TI
  • *Resultados de formação

    2.3. Investigação, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação
  • *Programas de I+D+I
  • *Aporte e articulação da I+D+I ao curso
  • *Produção científica e tecnológica
  • *Fontes de financiamento

    2.4. Extensão, Vinculação e Cooperação
  • *Educação continuada
  • *Relações com o setor público e privado
  • *Responsabilidade social
  • *Cooperações com Instituições de Ensino




        DIMENSÃO 3


    3.1. Estudantes
  • Condições de ingresso
  • Regulamentos estudantis
  • *Programas de apoio
  • *Programas de mobilidade e intercâmbio
    3.2. Graduados
  • *Resultados por quantidade de insumos (produtividade)
  • *Destino dos graduados (empregabilidade, inserção no mercado)

    3.3. Docentes
  • *Disponibilidade  docente
  • *Perfil do corpo docente (titulação, coerência da área de formação com a de atuação no curso, experiência em docência, experiência profissional)
  • *Experiência em I+D+I
  • *Desenvolvimento docente
  • *Regime de dedicação
  • *Seleção, avaliação e promoção

    3.4. Pessoal de Apoio
  • *Qualificação técnica do pessoal (bibliotecários e auxiliares de apoio acadêmico)
  • *Seleção, avaliação e promoção









        DIMENSÃO 4

    4.1. Infraestrutura Física e Logística
  • *Salas de aula
  • *Salas de trabalho para os docentes
  • *Serviços de apoio ao docente
  • *Serviços de manutenção e conservação

    4.2. Biblioteca
  • *Instalações e serviços de reprografia
  • *Acervo: qualidade e quantidade
  • *Mecanismos de seleção e atualização do acervo
  • *Catalogação, hemeroteca e serviços bibliográficos
  • *Acesso ao acervo, sistemas interbibliotecários, empréstimos

    4.3. Instalações Especiais e Laboratórios
  • *Laboratórios
  • *Equipamentos, instrumentos e seus insumos
  • *Salas de computadores para o suporte ao ensino e adequação dos equipamentos de informática
  • *Otimização do uso de salas de aula, de informática e dos laboratórios
  • *Segurança e prevenção de acidentes
  • *Planos de atualização, manutenção e expansão dos equipamentos.